The Forever Moments

Eram três da tarde, um dia de verão quente onde a lentidão povava a mente e o corpo tinha igual reacção. Debaixo daquela árvore centenária os olhos fechavam-se e a dormência parecia alegremente bem vinda. Melódicamente os pássaros largavam canções ritmadas e encantadoras. As papoilas e os malmequeres faziam uma bela paleta de cores e os seus aromas inspiravam recordações e paixões.
Começou a recuar no tempo, onde por ali saltitara, rira, caira e tantas vezes levara um ralhete de ter sujado ou manchado a roupa; ou feito um arranhão. Ali crescera e depois partira. Tinha boas recordações e algumas penosas também. Tinha- se apaixonado e sentido a perda do amor. Na altura, o mais certo foi mesmo ter partido para longe, de todo aquele lugar e fugido daquelas memórias que tentara apagar, mas que permaneciam vivas em si.
Um sorriso rasgado, uns olhos alegres e dançantes; lindos como o céu, um cabelo cor de palha surgiram como um fantasma na sua mente. Uma voz quente com palavras doces entrara-lhe pelos ouvidos, fazendo eco na mente.
- Amo-te e sempre te amarei! Quero ficar ao teu lado até que o firmamento deixe de ser infinito!
- Tonta, o firmamento será sempre infinito! - Soltou uma gargalhada carregada de felicidade.
- Pois sim, de ambas as formas será... para sempre... sem fim.
- Minha querida, que lamechas que me saiste!
- E tu não? - Os olhos emanavam uma luz que contagiavam a quem o olhar se destinava.
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Primeira parte de uma história que vai surgindo e ficando escrita no papel...
Qual o rumo da mesma? Simplesmente não sei...
O que vocês acharam?
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Foto: The Forever Moments - Regiane Cristina - Olhares











